segunda-feira, 28 de maio de 2018

ENTENDA COMO OCORREU A GUERRA FRIA


A Guerra Fria foi um período (1945-1990) em que a ordem mundial foi baseada na bipolaridade e nos conflitos indiretos entre as duas maiores potências mundiais da época. De um lado, os EUA liderando o bloco capitalista e do outro a URSS liderando o bloco socialista.

Foi um conflito político, ideológico, armamentista e econômico, mas não houve conflito direto entre esses países. Entre os conflitos indiretos, houve as Guerras do Vietnã e da Coreia, e os golpes militares na América Latina. Outro aspecto essencial dessa Guerra foi a corrida aeroespacial, e nesse contexto a URSS enviou foi o primeiro país a colocar um satélite, um ser humano e uma estação espacial em órbita, e os EUA o primeiro país a chegar a Lua em uma viagem tripulada.

Nos esportes, essa disputa se mostrava de forma intensa. O principal cenário desse confronto eram os Jogos Olímpicos e os dois países, liderando seus respectivos blocos, se esmeravam em demonstrar superioridade também nesse campo.

Além dos aspectos acima mencionados, o mundo, principalmente a Europa, passou por uma reconfiguração territorial sentida mais intensamente por alguns países como a Alemanha e a Iugoslávia, que tiveram suas fronteiras redesenhadas.

O fim desse conflito deu seus primeiros sinais nos anos 70 do século passado, quando as duas potências resolvem fazer seus primeiros acordos de desarmamento. Nos anos 80, a crise econômica da URSS levou à sua derrocada e consequente fragmentação territorial, que ainda tentou manter certa unidade territorial por meio da fracassada Comunidade dos Estados Independentes, criada no princípio dos anos 90.

Para ajudar na compreensão do tema, você pode baixar gratuitamente uma apresentação de slides que eu uso em minhas aulas. Fique à vontade para usar em seus estudos ou em suas aulas: o uso é livre, mas lembre-se de colocar os créditos. 

sexta-feira, 23 de março de 2018

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ENCHENTE, INUNDAÇÃO E ALAGAMENTO?

Há uma linha tênue que diferencia enchente, inundação e alagamento. Por exemplo, estamos diante de um quadro de enchente quando temos o aumento do nível da água, porém sem que isso gere o transbordamento. A enchente é causada sobretudo pela elevada vazão da chuva.

Quanto a inundação, ela é caracterizada pelo transbordamento. Este transbordamento inunda a região quando o sistema de drenagem não dá conta da vazão de chuva.

No que diz respeito ao alagamento, ele é definido pelo acúmulo de água e sistema de drenagem sem eficácia ou até mesmo em falta.



REDUZIR ALAGAMENTOS, INUNDAÇÕES E ENCHENTES É POSSÍVEL?

Além de ações públicas de prefeituras, governos e secretarias específicas para tais finalidades, reduzir e prevenir alagamentos, enchentes e inundações passa também por alguns gestos pessoais de cada um.

O clássico descarte de lixo nas vias públicas é o exemplo mais notório a ser eliminado. Mas claro que a problemática não se resume a isto.

No que diz respeito a métodos de proteção e prevenção no caso de problemas oriundos da chuva, alguns dispositivos poderão ajudar. É o caso por exemplo, do uso de comportas residenciais, instalação de válvulas de retenção nas saídas de esgoto, por exemplo, drenos e canaletas.

Na rua, o desentupimento de bueiros é essencial para evitar possíveis tragédias, bem como a retirada de objetos, móveis velhos e jogados pelas vias.

Fazer a manutenção de seu sistema hidráulico também é um fator de segurança, evitando problemas de entupimento devido à alta vazão de água no período de chuvas. Para isso, entre em contato com a Desentupidora Aquarella agora mesmo e tenha a certeza de estar com o encanamento e esgoto fluindo perfeitamente.


O QUE ACONTECERIA SE NÃO EXISTISSEM AS ESTAÇÕES DO ANO?

Você já fez uma lista das coisas sem as quais você não conseguiria viver? Comida, um bom lugar para dormir e, quem sabe, internet? Então coloque aí mais um item: as estações do ano.

De acordo com Don Attwood, antropólogo ecológico na Universidade McGill, em Montreal, os seres humanos nunca teriam avançado, pois passariam a vida batalhando pela sobrevivência e morreriam de doenças transmitidas por insetos caso não fôssemos agraciados com as mudanças incluídas em cada período.

Poderia ser de outra forma? Sim. Foi um pequeno – imenso – detalhe que tornou possível a atual distribuição das estações durante os meses: o eixo de rotação da Terra, que é um pouco inclinado em relação ao Sol.

Se fosse diferente, com a Terra perpendicular ao astro, o clima seria permanente em cada região do planeta, tornando-se mais progressivamente frio à medida que se afasta do Equador. Dessa forma, os seres humanos não conseguiriam sobreviver ao inverno contínuo das altas latitudes e nós teríamos que nos amontoar nas áreas tropicais.


O que aconteceria? 

Vamos pensar na zona tropical úmida, como as florestas do Congo. A precipitação nessas regiões seria implacável, causando erosão e lixiviação no solo, o que tornaria a terra cultivada infértil.

Além dos problemas com a agricultura, os seres humanos seriam importunados por agentes patogênicos, que iriam prosperar em ambientes quentes e úmidos, já que o inverno, que nos protege da proliferação de insetos que podem ser portadores de doenças mortais, não existiria.  

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão de que essas regiões ficariam áridas, o que é ainda pior para a existência de sociedades grandes e complexas.

Nos polos, não haveria variação de luminosidade, o que tornaria o ambiente tão frio que nem os próprios pinguins conseguiriam viver. Já nos lugares quentes, como o deserto do Saara, o clima seria sempre quente e seco. Como vantagem, o mar seria muito mais rico e ajudaria a sustentar a vida no planeta.



O papel do inverno:

Como vimos anteriormente, além de nos proteger de agentes patogênicos, o frio tem outro papel essencial no desenvolvimento humano: a cultura de alimentos. O trigo, por exemplo, só cresce onde há inverno. Outros alimentos, como milho, batata, aveia e cevada, também se desenvolvem melhor onde existe frio. Você já imaginou um mundo sem pão e cerveja?

Há quem acredite que até as revoluções tecnológicas estão fortemente ligadas à existência do inverno; afinal, é nessa época que precisamos manter nossos corpos quentes e o frio teria papel fundamental na Revolução Industrial e em tantas outras tecnologias que foram criadas com esse propósito.

Mesmo que não exista nenhum estudo que comprove a ligação entre o inverno e o avanço tecnológico, faz sentido pensar em tudo que o ser humano seria capaz de inventar para se manter aquecido.




terça-feira, 5 de setembro de 2017

O QUE É RAMADÃ?

O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico, no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Alá (como os muçulmanos denominam o Deus Todo-Poderoso), dos primeiros versos do Alcorão

De acordo com o islã, Maomé caminhava pelo deserto, perto de Meca, 610 d.C., onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Segundo a tradição islâmica, era a voz do anjo Gabriel que disse a Maomé que este havia sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos anos posteriores, foi também através do anjo que a revelação de Alá foi transmitida a Maomé, que começou a pregar os versos que seriam transcritos e comporiam o livro sagrado islâmico.

O jejum do Ramadã é um dos cinco pilares da fé islâmica e é obrigatório para todos os seus seguidores. Trata-se de um tempo especial em que os muçulmanos se reúnem em oração e é considerado uma oportunidade especial para reviver, renovar e revigorar sua prática de fé.

A palavra Ramadã tem origem na palavra árabe "ramida" que significa "ser ardente".


Quando acontece o Ramadã:

O início do Ramadã em cada ano é baseado na combinação das observações da lua e em cálculos astronômicos. Seu término é determinado de maneira semelhante. Pelo fato de o islamismo usarem o calendário lunar (que é onze dias mais curto que o calendário solar adotado na maior parte do mundo ocidental), o período sagrado do Ramadã varia de ano para ano, o que significa que o jejum pode ser celebrado em diferentes meses e estações.


Quem deve cumprir o jejum:

O jejum é obrigatório para todo muçulmano que tenha atingido a puberdade e que goze de perfeita saúde física e mental. O primeiro jejum de uma pessoa na comunidade muçulmana é algo para celebração e festa. As grávidas, lactantes, mulheres no período menstrual, crianças, idosos e aqueles que estiverem doentes ou viajando, são dispensados de praticar o jejum.

A isenção temporária do jejum é baseada nas circunstâncias individuais, que precisam ser analisadas durante o mês e, aconselhadas por um imã (líder religioso) ou por um estudioso islâmico. No entanto, na maioria dos casos, os dias de jejum perdidos terão de ser compensados por um número igual de dias, a qualquer momento antes do próximo Ramadã. Em caso de doença terminal ou incurável, a pessoa deixa de jejuar definitivamente, porém, se tiver condições, precisa dar uma refeição a um necessitado para cada dia não jejuado, ou o equivalente ao valor de uma refeição. Do contrário, não está obrigada a nada.


A prática e seus significados:

O jejum é feito por cerca de 29 dias entre o nascer e o pôr do sol. O dia começa com o suhoor, uma refeição feita ainda de madrugada, e termina com o iftar, a refeição que quebra o jejum do dia. É um momento de celebrar com a família e os amigos, ocasião em que pessoas de outras religiões podem ser convidadas a participar. Se alguém comer, beber ou tiver relações sexuais durante esse período, deverá alimentar 60 pobres ou jejuar por 60 dias.

Há duas grandes celebrações importante durante o período. Na noite do 26º para o 27º dia do Ramadã, celebra-se o laylat al-kadr (noite do poder ou noite do decreto), pois acredita-se que foi nessa noite que Alá começou a falar com Maomé. Alguns oram durante toda a noite e fazem seus pedidos mais especiais a Alá. No fim do jejum ocorre o eid ul-fitr, um banquete seguido de três dias de comemoração, quando é proibido jejuar. Muitos muçulmanos vestem suas melhores roupas e decoram suas casas com luzes e outros enfeites. Dívidas antigas são perdoadas e dinheiro é dado aos pobres. Preparam-se alimentos especiais e convidam-se amigos ou parentes para partilhar a festa. As crianças recebem presentes e há troca de cartões, algo semelhante ao Natal comemorado nos países ocidentais. Eid al-Fitr é uma ocasião alegre, mas seu propósito primordial é de louvar a Alá e dar graças a ele, segundo a crença islâmica.



As implicações do Ramadã no cotidiano:

Durante o mês de jejum verifica-se o aumento no preço de vários produtos em países de maioria islâmica, o que acrescenta grande sofrimento para o povo mais pobre. Isso acontece porque durante as noites do Ramadã as pessoas ficam acordadas, celebrando e indo à mesquita para uma oração especial. O resultado é o aumento do consumo de alimentos, apesar da aparente contradição por ser um mês de jejum. Acontece que cada noite é uma espécie de ceia natal, e, por isso, os muçulmanos consomem mais alimentos e artigos de luxo durante o período do que em outras épocas do ano. Devido à alta demanda dos gêneros alimentícios, muitas vezes não é possível manter os preços baixos. É claro que isso não afeta apenas os muçulmanos, mas toda a população.


Em muitos países do mundo muçulmano, não praticar o jejum ou comer na frente de alguém que está jejuando é uma falta grave. Na Arábia Saudita, por exemplo, quem ousar admitir que não esteja jejuando é punido.

No Marrocos, o código penal prevê pena de até seis meses de prisão a quem não praticar o jejum. A Constituição marroquina ressalta que o islamismo é a religião oficial, mas diz também que o Estado protege a liberdade religiosa, enquanto o código penal criminaliza a quebra do jejum em público. Dessa forma os indivíduos são obrigados a praticar o Ramadã por dois motivos: pela lei e pela religião.


Nos Emirados Árabes Unidos, comer ou beber durante o dia é considerado uma ofensa menor e punida com serviços comunitários. Lá, as leis trabalhistas estabelecem que durante o Ramadã os empregados trabalhem apenas seis horas por dia, sejam eles muçulmanos ou não.

Os cristãos de origem muçulmana precisam ter muita cautela, principalmente no período do Ramadã. Eles podem facilmente incomodar os muçulmanos do país, mesmo que ajam com amor e piedade. Considerados apóstatas, esses cristãos são frequentemente expulsos de suas comunidades, deserdados e desprezados por suas famílias, e muitas vezes ameaçados de morte. Muitos ataques a igrejas e a cidadãos cristãos costumam acontecer nos últimos dias do Ramadã.

Fonte: Portas Abertas Internacional

terça-feira, 21 de março de 2017

POR QUE A LINHA DO EQUADOR TEM ESSE NOME?


Apesar de passar pelo Equador, o nome dessa linha imaginária não está relacionada ao país. Ela vem da palavra latina "equatore", que quer dizer igualdade, pois a linha divide o nosso planeta em hemisférios de tamanhos iguais. O país Equador tem esse nome por causa dessa linha. Antes dela, ele era conhecido como El Reino de Quito.

quinta-feira, 16 de março de 2017

POR QUE O CÉU DIURNO É AZUL E O NOTURNO ESCURO?

A cor do céu está intimamente ligada com a atmosfera de um planeta (ou sua ausência, é claro). No planeta Mercúrio, desprovido de atmosfera, o céu é sempre escuro, independente da presença do Sol. Na Terra, temos uma atmosfera rica em nitrogênio. Outros componentes dignos de nota em nossa atmosfera são o oxigênio, o gás carbônico, o ozônio e o vapor d'água. 


Pois bem, todos estes gases são compostos por moléculas distintas e fazendo-se uma “média ponderada”, levando-se em consideração as quantidades relativas de cada gás, chegamos a uma grandeza um tanto abstrata que é o “tamanho médio das moléculas da nossa atmosfera”. Quando um raio de luz entra na atmosfera, ele muda de direção. Esse fenômeno é chamado refração. Cada comprimento de onda (ou seja, cada cor) sofre uma refração ligeiramente diferente e assim as cores se separam. Além disso, as moléculas da atmosfera também absorvem certas cores e refletem outras tantas. O conjunto desses fenômenos (refração, absorção e reflexão) pode ser chamado de “espalhamento”. Cada atmosfera, devido ao tamanho médio de suas moléculas, espalha a luz de forma diferente. 

A atmosfera terrestre privilegia, na maior parte do dia, a difusão da cor azul em seu espalhamento. Mas isso depende também do ângulo de incidência da luz! Tanto é que nos crepúsculos (nascer e ocaso), o céu adquire tons avermelhados. Para ângulos rasantes, o espalhamento difunde mais a cor vermelha. (Uma curiosidade: em Marte o fenômeno é oposto. Como o tamanho médio das moléculas atmosféricas é outro, lá o céu diurno é rosado e durante os crepúsculos ele fica azulado!) Durante a noite, não há astro que produza uma incidência luminosa forte o suficiente para causar algum tipo de espalhamento e, por isso, vemos a atmosfera como ela realmente é: transparente! E por isso o céu noturno é escuro.



JÁ OUVIU FALAR NO SOL DA MEIA-NOITE?


O Sol da meia-noite ocorre entre o Círculo Polar Ártico e o Polo Norte, assim como entre o Círculo Polar Antártico e o Polo Sul, quando é verão em cada um destes hemisférios (norte e sul). Nos polos, teremos seis meses com o Sol presente (verão) e seis meses sem Sol (inverno). Isso ocorre porque o eixo da Terra está inclinada em 23º em relação ao plano de sua órbita fazendo com que o Sol ilumine a Terra de forma diferente durante o ano. Essa inclinação também é responsável pelas estações do ano, sempre contrárias em cada um dos hemisférios (quando é verão no hemisfério sul é inverno no norte, por exemplo). Países como Noruega e Suécia "desfrutam" do fenômeno do Sol da meia-noite com dia claro e o Sol presente durante as 24h e sem estrelas visíveis.